segunda-feira, 23 de agosto de 2010


Lembro-me como se fosse ontem, quando deitávamos ao relento, éramos crianças com a felicidade nas mãos, que fazíamos sombras de diversos modelos nas paredes e não conhecíamos a melancolia e a cólera que realmente é a vida.
E você se foi sem me avisar, vã felicidade, me deixou no crepúsculo de um entardecer, sorriu e beijou minha testa e partiu, deixando em seu lugar a tristeza, a qual se tornou minha fiel amiga. Aquela que vai nos tirando a vida aos poucos, como um leve suspiro...
Aquela em que ou a aceitamos, ou somos vítimas de suas peças.
Quis tê-la mesmo como amiga, ora a tristeza, ora o devaneio, ora a solidão.
Estou bem sem você felicidade vil.
oh sábio tormento!
Ah como queria, como tantos outros não sentir mais nada, nem torpor, nem felicidade vã, nem repugnância, nada! ser como os outros, que não pensam e se satisfazem.

por favor me deixe em paz!

Roset Havoland.

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