sábado, 31 de julho de 2010

- Amor, não coloca esse quadro na sala pra mim?
- Tudo bem, pode deixar aí.
- E, quando terminar, leva seu filho pra dar um passeio? Eu não aguento mais ouvi-lo gritando e gritando...
(Quero mata-la. Agora mesmo. Quero arrancar sua cabeça e finca-la na parede)
- Claro, querida. Já vou...
(Quando foi que isso começou?)
- Que droga de quadro pesado...
(Quando eu me tornei esse punhado de merda?)
- Garoto, vem cá!
(Quando assinei meu nome nessa porra de contrato?)
- Pai, pai! Vamos parar no McDonald's!
(Quando isso vai acabar?)
- Mas você acabou de comer...
- Mas eu quero, pai! EU QUERO AGORA!
(Eu quero te jogar numa panela de óleo e te deixar fritando, mas eu faço isso?)
- Tudo bem, tudo bem...
(Não está tudo bem, nunca esteve)
- Um McLanche Feliz pra viagem, por favor...
(E uma arma carregada)
- Aquele é seu filho?
(Ela é gostosa)
- Ah, é sim. Quando foi que ele entrou no brinquedo?
(Quero enfiar meus dedos lá e ver a expressão que ela faz)
- Não sei, senhor. Mas se ele for ficar lá, precisa consumir dentro da loja.
(E se eu consumir você?)
- Vou tira-lo de lá num minuto.
(E joga-lo na frente de um carro)
- Menino, desce daí! Sua mãe vai me matar se souber que viemos aqui!
(Se eu não mata-la antes)
- Chega, vamos pra casa agora!
(Que casa?)
- Querida, voltamos...
(Tomara que você já tenha se enforcado)
- Ah, oi!
(Merda, não foi dessa vez)
- Já está tarde, não é?
- Vamos dormir?
(Isso, vamos)
- Vamos... Claro...
(E eu vou acordar...)


Um livro, que seria bom se tivesse saido do rascunho.

Nenhum comentário:

Postar um comentário