Noite fria chuvosa e triste.Todo o céu cortado em pedaços por relâmpagos.
Chove as lagrimas de nós anjos, feitos de barro.
E se nos deitarmos na grama, a chuva lavará nosso barro sujo e mal cheiroso. Lavará nossa angustia, nossas frustrações.
Chove chuva de inquietude.
E lá longe ela dança faceira
Junto com ela vem a angustia, e já se fazia presente a solidão...
Chove chuva de lembranças.
Essas sim são quase sempre presentes.
E tenho todas as suas lembranças materiais, tenho as minhas também, que deveriam ser tuas, comigo.
Um dia há de se arrepender de ter deixado elas pra trás, por que as lembranças em si são traiçoeiras e se desprendem com facilidade de nossas mãos se não formos exigentes com elas.
Chove chuva de desespero.
E diferente do choro de tristeza, o de desespero quase não tem lagrimas, mas sim um querer sair de si.
E nos agarramos em nossos travesseiros, imaginando alguém fisicamente presente.
Quer-se morrer, quer-se gritar, e acabar com agonias, com angustias passadas.
Chuva de arrependimento.
Lavando as mãos, o corpo e a alma daquela pequena menina, encharcando seus cabelos, longos cabelos que agora o tempo levou. A mesma chuva que molhou seus corpos gelados, agora molha suas cartas e borra a tinta.
E leva embora todas as suas alegrias que foram passageiras.
Nosso amor era nuvem, e choveu.
Nem anjos ou demonios, escuros ou iluminados, tem o que temos, o poder da escolha o poder de errar e ser perdoado.
ResponderExcluirA 00:27 minutos precisava ler isso !
ResponderExcluirnossa li e li novamente
No entanto, estou no meio de uma tempestade.
ResponderExcluir( Muito bom *-* ,mesmo )